outubro 16, 2007
Fuck
Não acredito em Deus, mais do que Deus acredita em mim. Acredito que temos medo de ser mortos, por isso inventámos Deus, que diz que matar é pecado. Acho que inventámos Deus, tanto quanto inventámos a televisão.
Excerto da entrevista telefónica concedida por Nick Tosches a Kathleen Gomes, transcrita e analisada pela jornalista para o suplemento Ípsilon do jornal Público de 12 de Outubro de 2007
junho 07, 2007
Pensamento... (11)
[...] a única diferença entre um suicídio e um martírio é mesmo a quantidade de cobertura jornalística.
Se uma árvore cai na floresta e ninguém está lá para a ouvir, não se limita a ficar ali caída a apodrecer?
E se Cristo tivesse morrido de uma overdose de barbitúricos, sozinho no chão da casa de banho, estaria Ele no Céu?
in "Sobrevivente", de Chuck Palahniuk, edição Casa das Letras, tradução de Maria Dulce Guimarães da Costa e Vasco Teles de Menezes
setembro 19, 2006
Comentários
Uns tipos quaisquer andam a bombardear com lixo os comentários deste blog há não sei quanto tempo. Decidi por isso, e porque a quantidade também não o justificava, eliminar o link que permite a quem por aqui passa deixar o seu texto.
Não é minha política fazê-lo, mas o problema persiste (mesmo com IP's banidos) e ocupava muita quota em disco que se pretende cheia com outros venenos que não o "Viagra" ou o "Sex College Fuck".
No entanto, o mail continuará a funcionar, mesmo que o blog pareça adormecido durante meses (como o caso actual).
Boas leituras.
maio 06, 2006
Cure For Pain
Where is the ritual?
And tell me where, where is the taste?
Where is the sacrifice?
And tell me where, where is the faith?
Someday there'll be a cure for pain
That's the day I throw my drugs away
When they find a cure for pain
Where is the cave where the wise woman went?
And tell me where, where's all that money that I spent?
I propose a toast
To my self control
You see it crawlin helpless on the floor
Someday there'll be a cure for pain
That's the day I throw my drugs away
When they find a cure for pain
Find a cure for
Find a cure for pain
"Cure for Pain", Morphine
Pessimismos
março 20, 2006
Estereografia
junho 07, 2005
No Cinema...
A sétima arte está cheia de filmes "off-beat", "contra-corrente", seja qual for o termo catalogado. Eis alguns, a que se seguirão outros, conforme a disponibilidade e a memória me permitam.
- "Straw Dogs" (1971), de Sam Peckinpah. Provavelmente um dos mais perturbadores estudos sobre o comportamento humano e a responsabilidade subconsciente. A misoginia ou o sexismo de que é acusado por alguns são, na minha opinião, aspectos meramente figurativos e exemplificativos do que Peckinpah pretende com o seu filme: um tratado sobre o paradoxal conflito interior dos nossos sentimentos. Um momento alto é o diálogo final entre a personagem de Dustin Hoffman e David Warner. Nenhum sabe o caminho para casa, porque já nenhum deles consegue reconhecer a fronteira da sua humanidade.
- "Funny Games" (1997), de Michael Haneke. Se o primeiro título que referi usava a violência como ferramenta para retratar uma visão, esta obra de Haneke eleva o padrão a uma mise-en-scéne realista, brutal, num claro piscar de olhos ao consumismo do sangue na sociedade actual. O tema final de John Zorn, mestre do jazz-metal-core, é o corolário de um filme inesquecível (quer se queira, quer não).
junho 06, 2005
O Ciúme da Ressaca
junho 03, 2005
Queimado
maio 23, 2005
No motel da rua Esquerda
O nosso ninho, no meio daqueles lençóis brancos do motel da rua Esquerda, transformara-se num palco de improvisação, uma stand-up comedy da vida real, ou uma jam session de lamentações e querelas aninhadas no mais puro caos. Sempre que Suzy sorria era de sarcasmo, não de prazer ou felicidade. Comecei a questionar o meu saber, aquilo por que alguns investiam em mim como futuro senhor engenheiro doutor das doutas leis dogmáticas.
Depois de algumas lições paguei os préstimos com bonificação, deixei-a sozinha no quarto, e desci as escadas com direcção ao bar de traços art-déco falaciosos. Com dois copos de Jack, ouvi um fantasma ao ouvido que me preconizava a viver com celeridade, não a pensar.
maio 03, 2005
Doutor
maio 02, 2005
novembro 28, 2004
Pensamento... (10)
As noites sem sono são extensos corredores de narrativas sem fim, povoadas por seres imateriais que nos afloram o rosto com uma asa em chamas.
in "O Fio do Horizonte - O Sono", coluna de Eduardo Prado Coelho, jornal Público de 26 de Novembro de 2004
Continue a injectar "Pensamento... (10)"novembro 10, 2004
Gas and Needles
E eis que de repente um súbito impulso de cheirar cola Patex por um saco de plástico explosivo se apoderou da minha actual flatutência soporífera. Foi ao som de Butthole Surfers.
Continue a injectar "Gas and Needles"A Entrevista do Ano
Continue a injectar "A Entrevista do Ano"